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Análise – Região de Vinhedo pode se tornar o 1º Distrito Turístico de São Paulo

 

A região onde estão localizados os parques Hopi Hari, Wet´n Wild, o Hotel Quality Resort & Convention Center, o Outlet Premium e o Shopping Serra Azul, e entorno, na Rodovia dos Bandeirantes, interior de São Paulo, poderá se tornar o 1º Distrito Turístico do Estado de São Paulo. O assunto já vem sendo discutido entre as cidades de Vinhedo, Louveira, Jundiaí e Itupeva. O objetivo é fomentar o turismo, alavancar a economia da região e gerar novos empregos, nos moldes do Distrito Turístico de Orlando, na Flórida.

 

Hopi Hari

 

O Hopi Hari já foi eleito 9 vezes consecutivas como o melhor parque temático da América Latina, pela revista Viagem e Turismo, prêmio que é considerado o “Oscar do Turismo” e referência no segmento. A votação era realizada por leitores e aspectos como localização, segurança, beleza e qualidade de serviços eram avaliados.

 

O parque com a infraestrutura mais preparada do país e pronto para atender milhares de visitantes todos os dias tornou-se um sucesso de público! Localizado numa região de calor intenso durante o ano todo e com mais de 40 atrações, algumas sendo exclusivas, tornavam a visita memorável.

 

Com a aplicação do conceito de “O país mais divertido do mundo”, a partir do momento em que os visitantes cruzassem a fronteira de Hopi Hari, adentrariam em um mundo único, com muita magia e tudo especialmente preparado para um dia de diversão. 5 regiões temáticas que contam o desenvolvimento do país e possuem diversas atrações garantem a adrenalina!

 

Mas, desde a sua inauguração em 1999, o Hopi Hari sofreu com dívidas e a expectativa de 2 milhões de visitantes por ano, nunca foi atingida.

 

Mesmo quase alcançando esse número de visitação em alguns anos, as diversas promoções e cortesias não trouxeram o retorno financeiro desejado. Porém, em 2009, as dívidas foram reduzidas e o parque começou a obter lucro pela primeira vez, além de sucesso na visitação e de eventos.

 

Em março de 2011, a Warner Bros. fechou uma parceria de licenciamento com o parque no valor de R$ 100 milhões, incluindo investimentos e reformas em duas áreas temáticas, marketing, publicidade e vendas. Em outubro do mesmo ano, uma montanha-russa recordista de 10 inversões foi anunciada e o parque consolidava-se como uma verdadeira potência de diversão para os eventos mundiais que ocorreram no Brasil em 2014 e 2016.

 

Tudo parecia tão inédito e nunca visto antes no Brasil. Em fevereiro de 2012, uma falha de segurança na atração La Tour Eiffel ocasionou na morte de uma garota e os rumos do parque mudaram de vez. Ainda assim, conseguiram inaugurar uma nova área de jogos, a área Liga da Justiça e manter o nível de visitação comparado ao ano anterior.

 

O problema maior do Hopi Hari nunca foi o acidente. Apesar do grande número de atrações em manutenção desde 2012, o parque ainda era considerado referência em diversão, recebia milhares de visitantes e realizava eventos de grande porte.

 

Problemas de gestão sempre existiram, mas não eram evidentes a ponto de interferir na experiência dos visitantes. Desde 2014, arrastões e greves de funcionários foram destaque na mídia e a situação foi se agravando até o ponto do parque fechar as portas por 2 meses em outubro de 2016.

 

Em um período de pouco mais de 1 ano, a administração e gestão do parque sofreram diversas mudanças de cargo e trocas de poder. Cada novo gestor veio com mudanças radicais e ideias que nunca foram finalizadas e a conservação e temática do parque foram prejudicadas.

 

Quem está na nova gestão desde dezembro de 2016 é o José Luiz Abdalla, que executou poucas melhorias na área de alimentação. No mesmo ano Luciano Correa, presidente do parque, recusou duas propostas de compra do parque, uma delas vinda de César Federmann, dono do complexo Serra Azul.

 

Em março deste ano, uma nova equipe de administração iniciou a sua participação no parque. Grande parte dos membros é de São José dos Campos.

 

Luciano Correa, que assumiu o parque em 2015 e levou o mesmo ao fechamento temporário, parece manter uma relação de amizade com o Abdalla desde a infância. Certamente, a venda para Federmann tornaria mais fácil o processo para a implantação do 1º Distrito Turístico. O que leva a questionar se a nova gestão do parque pretende reerguer o mesmo que se encontra com visitação baixíssima ou apenas mais uma gestão que prejudicará o que foi planejado para ser um dos melhores parques do mundo.

 

Ainda assim, o Hopi Hari possui um visual deslumbrante e atrações de tirar o fôlego. Basta que alguém que entenda de administração consciente e de parques de diversões assuma o posto. Veja as mudanças realizadas pelo Abdalla e o que deve mudar ainda para este ano http://oguiadadiversao.com.br/posts/2017/janeiro_2017/129/o-que-vai-mudar-no-hopi-hari-em-2017.php

 

Wet’n Wild

 

O parque que inicialmente fazia parte da rede americana e foi vendido para um grupo de brasileiros, que pretendiam desativar o local pois não dava retorno financeiro. Porém, Baldacci propôs um plano de revitalização e desde 2010 o parque obtém lucro.

 

Desde 2010, o Wet’n Wild vem dando saltos crescentes e ganhando maior espaço no setor de parques aquáticos. Com a realização anual do Réveillon, a inauguração da Ilha Misteriosa do Cascão e o funcionamento durante o ano todo, o número de visitantes e de novidades cresceram.

 

Entre 2013 e 2014, o parque inaugurou mais duas novas atrações: R4lly e Vortex. Era o que faltava para o público se apaixonar pelo Wet’n Wild, que em 2015 recebeu meio milhão de visitantes. No mesmo ano, o parque estreou as Noites Macabras, primeiro evento de terror em um parque aquático do mundo, que foi sucesso de público e recebeu prêmio pela inovação.

 

Com essas novidades, o parque que funcionava somente em certos períodos, atingiu crescimento de mais de 25% em 2014, resultado de uma gestão competente e com visão futura.

 

A proposta

 

A proposta compreende quatro cidades – Vinhedo, Louveira, Itupeva e Jundiaí – e está sendo discutida desde o ano passado com representantes destes municípios, além de representantes do parque aquático Wet’n Wild, para que naquela região seja criado o 1° Distrito Turístico do Estado de São Paulo.

 

O Distrito Turístico deverá ser uma área exclusivamente destinada a atividades de turismo, lazer e entretenimento, seguindo normas de ocupação, através de zoneamento e código de obras específicos e projeto nas Câmaras Municipais aprovando níveis de autonomia especiais para a administração do Distrito.

 

O conceito geral do projeto é a criação de um local com uma infraestrutura operacional que atenda perfeitamente todos os empreendimentos a serem implantados. Os empreendimentos são idealizados de modo a serem implantados individual e independentemente, sendo porém complementares entre si, funcionando em perfeita harmonia e sem concorrência direta.

 

O ambiente geral deverá ter um tratamento totalmente diferenciado, propício à atividade turística, com grande conforto visual, imensas áreas verdes, modernas vias de tráfego, paisagem e sinalização especiais e excelente esquema de segurança.

 

Durante encontro realizado recentemente com o secretário estadual de Turismo, Laércio Benko, o prefeito Jaime Cruz reiterou ao Estado a solicitação de melhores acessos na Rodovia dos Bandeirantes para o acesso aos parques, hotel e shoppings, ação importante antes mesmo da definição do Distrito Turístico.

 

“Já há grandes investidores interessados em implantar novos parques temáticos, shoppings e hotéis na região. Temos a certeza de que será um grande ganho para as cidades envolvidas e todo o Interior do Estado de São Paulo, ainda mais pela infraestrutura do local e a proximidade com um dos principais aeroportos do Brasil, o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas”, complementou o prefeito Jaime Cruz.

 

“Há a expectativa de atrair bilhões em investimentos e gerar centenas de postos de trabalho formal. De pronto, o deputado Cauê Macris se mostrou entusiasmado com a ideia e afirmou que colocará o Departamento Jurídico da AL para analisar o caso.”

 

O prefeito Jaime Cruz está empenhado pessoalmente no projeto e já apresentou a proposta ao secretário do Estado de Turismo, Laércio Benko. A região onde está sendo proposta a criação do Distrito Turístico é o segundo núcleo turístico do Estado de São Paulo, recebendo anualmente cerca de 7 milhões de pessoas.

 

Referência: Dino, Estadão, Exame e Static Panoramio.

 

Matheus Rocha Pimenta

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