was successfully added to your cart.

Carrinho

Tag

Arquivos Seminário de parques temáticos - Guia da Diversão

O que podemos esperar após o Seminário de Parques Temáticos?

Por | Não categorizados

Texto escrito por Raphael Figueiredo – Parques Por Aí

Ontem (15), aconteceu o Seminário de Parques Temáticos, evento promovido pelo Ministério do Turismo para um melhor desenvolvimento do setor no Brasil. O evento contou com a presença do ministro do Turismo, Marx Beltrão, com o presidente do Wet’n Wild e da SINDEPAT, Alain Baldacci, com o chairman da IAAPA e vice-presidente da The Walt Disney Company, Greg Hale, e deputados federais que estão junto com o ministro empenhados para mudar o quadro do setor no país.

Allain Baldacci

Alain Baldacci, do Sindepat e Marcelo Ribeiro, da Embratur

A abertura do evento contou com a fala de Marx, que ressaltou a sua vontade de mudar e as recentes conversas com o setor e Congresso Nacional. O ministro do Turismo destacou das conquistas já realizadas como o imposto único de PIS/PASEP para os parques temáticos. Antes, os parques pagam PIS/PASEP referente à cada atividade realizada dentro, como alimentação, shows, tratamento de água, entre outros. Além disso, expôs a dificuldade de que os parques brasileiros encontram ao importar equipamentos, enfatizando que não é possível permitir que a mesma montanha-russa ou toboágua custe 2 vezes mais no Brasil do que em outras partes do mundo. Por fim, destacou a importância que os parques temáticos tem no Brasil hoje, e como eles podem desenvolver ainda mais o turismo, caso os pedidos do setor sejam atendidos.

Montanha-russa Fire Whip

Parques no Brasil atraem mais de 17 milhões de visitantes ao ano

O chairman da IAAPA, Greg Hale, palestrou em seguida. Greg destacou o conceito de parque temático, que surgiu com Walt Disney em 1955 ao construir a Disneyland e se espalhou pelo mundo. A partir disso, mostrou como a cidade de Orlando se desenvolveu plenamente ao redor de seus parques, tornando o destino turístico número 1 dos Estados Unidos e tendo números absurdos, como uma maior quantidade de quartos de hotéis do que a cidade de São Paulo inteira.

Disneyland

O poder da Disneyland Paris também foi mostrado, visto que o parque principal do resort recebe mais turistas que a Torre Eiffel e o Museu do Louvre. Depois, Greg mostrou o desenvolvimento dos países asiáticos, que escolheram os parques temáticos como principal peça do desenvolvimento de seu turismo. Países como Emirados Árabes Unidos, que construiu o distrito de parques Dubailand, Vietnã, Coreia do Sul, Índia, Malásia, Cingapura e China foram destacados. Esses países estão passando pelo mesmo boom de parques que Europa e Estados Unidos passaram no século passado.

Dubailand Theme Park

Dubailand Theme Park

Grande parte dos investimentos que ocorrem nesses países hoje são virtudes da grande população, baixo custo de construção e de leis favoráveis ao desenvolvimento dos parques temáticos. Grandes redes e marcas da indústria cinematográfica estão envolvidas na Ásia, como Disney, Universal, Merlin, Six Flags, FOX, Nickelodeon, entre outras.

Marvin dos Looney Tunes no Hopi Hari

Hopi Hari conta com o licenciamento da Warner

Por fim, o vice-presidente da Disney destacou a importância do quesito segurança em parques temáticos, e a necessidade das atrações receberem sempre atualizações que garantem uma melhor segurança e experiência. Ressaltou que sem isso, é impossível acontecer um desenvolvimento correto e expoente do setor. Além disso, mostrou como a inovação tecnológica é fundamental para a sobrevivência e manutenção da concorrência sadia entre parques, e como essa combinação, de segurança e inovação, afeta positivamente a visitação. Enfatizou também que a instalação de um parque temático traz hospedagem, transporte, comércio paralelo, empregos, etc.

Greg encerrou a palestra dizendo que o Brasil possui 3 elementos chaves que todo o setor de parques temáticos no mundo adora: Cultura de diversão, clima bom e uma grande população. Mostrou que o Brasil é o terceiro maior público de Orlando e jogou a pergunta

“Por que o Brasil e a América Latina ainda não são uma potência?”

Vortex no Wet'n Wild

Alain Baldacci, presidente da Sindepat, subiu ao palco do seminário, para responder a pergunta de Greg. Expôs que o principal problema é a taxação dos equipamentos de parques temáticos e aquáticos como bens de consumo (igual celular, geladeira, carro) e não como bens de capital. Isso leva os parques a pagar uma carga tributária muito maior, o que diminui o poder de investimento. Outros problemas expostos por Alain seguem, como a política de descontos em excursões, justiça trabalhista muito rigorosa e alta burocracia com questões ambientais. Segundo ele, o conjunto desses quatro problemas é o que impede de grandes redes, como a Six Flags, entrarem no Brasil junto a grandes investidores internacionais. Entretanto, Alain destacou e parabenizou o esforço do Ministério do Turismo e dos deputados federais ali presentes em reverter esse quadro.

Jogaki di Kaminda

Funcionários preparados e felizes são a chave essencial para o sucesso

Podemos esperar que esse é o grande momento de reversão da situação do setor no Brasil. Nunca estivemos tão perto da mudança da carga tributária (principal problema) e podemos esperar a votação no Congresso Nacional com bons olhos, visto que a maior autoridade em parques de diversões do mundo veio ao nosso país convencer os políticos de que parques temáticos são um elemento muito forte para desenvolvimento do turismo e da economia. Se não conseguirmos agora, momento que o setor tem grande apoio do próprio Governo Federal, infelizmente, será muito difícil no futuro conseguirmos. Portanto, dedos cruzados, que agora vai!

Responsive WordPress Theme Freetheme wordpress magazine responsive freetheme wordpress news responsive freeWORDPRESS PLUGIN PREMIUM FREE Download theme freeDownload html5 theme free - HTML templates Free Null24Top wordpress themes free download